
(beto)inside mandou avisar! 12:07 | Adicione um comentário
21.4.03
deixa eu contar a verdade...
"Conceitualmente, podemos chamar de 'verdade' aquilo que não podemos modificar; metaforicamente, ela é o solo sobre o qual nos colocamos de pé e o céu que se entende acima de nós." H. Arendt
Vamos fazer um acordo? A partir de agora falaremos sempre a verdade um ao outro. Sei que isso pode significar entre nós o início de muitos conflitos e crises que não tínhamos até então, pelo menos não declaradamente. Por mais loucura que isso possa parecer, a verdade que se coloca entre nós ou aquela que construímos na nossa relação difere da verdade dos fatos. Não estou insistindo para que materializemos a verdade, pelo contrário, a necessidade de materialização constante dos fatos é que dita verdades únicas, absolutas e previamente elaboradas. Joguemos fora os roteiros, as normas de conduta e os códigos sociais e vivamos além daquilo que vemos, ouvimos e sentimos. Há muito mais coisas que não encaramos como verdade por simplesmente não conhecermos. Desse desconhecimento, surgem as dúvidas, que constituem um momento crucial para que a verdade se estabeleça na sua forma mais interessante. Quando há dúvida, maiores são as chances em obtermos uma ou várias respostas. Sem que haja dúvida, maiores são as chances de inventarmos as respostas ou de acreditarmos naquelas que nos impõem. Que a dúvida seja eterna, então, e que tenhamos certeza de muito pouca coisa em nossas vidas. Quero dizer com isso, que as verdades que nos regerão a partir de agora, serão aquelas que descobrirmos juntos, surgidas das incertezas e dúvidas que se colocam constantemente entre nós.
(beto)inside mandou avisar! 12:12 | Adicione um comentário
18.4.03
guia de sobrevivência.
tudo o que é preciso saber prá conviver "bem" com esse cara.
Algumas das minhas características marcantes:
1 - BAGUNÇA:
Sou bagunceiro de nascença. O meu quarto está sempre uma zona. Todo santo dia, tenho que tirar da minha cama as dezenas de peças de roupa que deixo lá e as toneladas de papel, livros, jornais e revistas que se acumulam num piscar de olhos. Eu até tento arrumar, mas o máximo que consigo fazer é jogar tudo dentro do armário, que em algumas vezes nem fecha de tão cheio de coisa amontada. Sem contar o que acaba ficando debaixo da cama e que eu só encontro nos dias em que sinto falta da camiseta X ou do livro Y. O desespero maior é quando preciso sair de casa (atrasado) e não acho as chaves ou a minha carteira em nenhum canto.
2 - INDECISÃO:
Não me venha com perguntas difíceis ou não exija de mim uma resposta imediata. Matematicamente (ou não), vou analisar todas as possibilidades de resposta antes de falar. E por fim, ainda não vou saber qual a melhor resposta dentre o mar de opções em que começo a navegar. Não se desespere quando eu atrasar muito para um encontro. No mínimo, eu passei 30 minutos só escolhendo a roupa e mais 15 minutos só pensando qual o meio de acesso mais rápido e conveniente utilizar para chegar ao local do encontro. E de quebra, mais uns 10 na frente do espelho só pra ter certeza que a roupa tá legal. E não fique nervoso quando me perguntar para onde vamos ou o que vamos fazer. Tome iniciativa e me leve ao local de sua preferência. Lembre-se... Eu sempre detestei provas de múltipla escolha.
3 - ANSIEDADE:
Detesto esperar. Quero tudo prá agora, já, nesse instante. Quase morro de desespero quando um professor chega com um bolo de provas corrigidas na mão. É uma tortura enorme o cara chamando nome por nome para entregar a bendita prova, e o meu é sempre um dos últimos. Nem precisa dizer o quanto odeio esperar em filas longas. Se marcar comigo em algum lugar às 18:00, esteja lá às 17:55, para não correr o risco de me encontrar aflito, roendo unhas e andando desesperadamente de um lado pro outro, como quem está na sala de esperas de uma maternidade aguardando o parto do primeiro filho. Se você for um pouquinho só mais paciente que eu, é preferível que você me espere. Mas não me deixe esperando. Nunca.
(beto)inside mandou avisar! 01:27 | Adicione um comentário
13.4.03
O melhor da noite: "SPACE CAKE".
Meu bolo de aniversário tem que ser assim.
Dancei muito, me diverti muito. Foi uma bela volta à ativa. Bittencourt arrasou com seu electroclash, sem dúvida, o melhor DJ da noite. Prêmio que ele merecidamente levou, o de melhor DJ de electro de Belo Horizonte. Pena que o prêmio foi entregue pela Lígia Mendes, a loira burra (no caso dela não é só estereótipo) apresentadora de um programa de clipes na TV Horizonte, que tá mais para entregar prêmio pro MC Serginho do que pra DJ de música eletrônica.
Quanto ao resto, foi tudo muito divertido. Divertido mesmo. Inclusive a companhia do senhor A e do senhor B, que em dado momento me abandonaram na festa. Mas tudo bem, foi uma conduta legitimada pela circunstâncias.
Há muito tempo, não chegava em casa às oito da manhã pra dormir até às cinco da tarde.
E a velinha não pode queimar até o fim.
(beto)inside mandou avisar! 20:29 | Adicione um comentário
12.4.03
Beto de volta à cena eletrônica da capital mineira.
Foram mais de cinco meses sem sequer saber das festas, senti saudades e resolvi retornar à noite eletrônica de BH. Principalmente depois de ter perdido na semana passada, aquela que muitos disseram ter sido a melhor das festas da história da Josefine, quando os britânicos Mike Parsons e Timmy's passaram com sua Surreal Tour naquela pista. A cena por aqui já não é aqueeela coisa, e o pouco que tem de bom eu não posso perder mesmo.
E a ocasião para o retorno não poderia ser melhor, hoje é dia de Premiére na Zep Tep. A festa é para a premiação dos que fazem e acontecem na cena eletrônica da cidade, uma espécie de Oscar® da música eletrônica mineira. Além das gargalhadas com a palhaçada que os caras arrumam na hora dessa tal premiação, de quebra, vão rolar os sets de Robinho, Tee, Foratini e Kowalski. E a companhia não poderia ser melhor: vou agitar hoje com meu querido Crowbar, que não vejo há muito tempo também. Na pilha que eu estou e com tanta energia acumulada, a noite promete. WOOHOO!
(beto)inside mandou avisar! 20:05 | Adicione um comentário
10.4.03
Estive muito ocupado nos últimos dias. Tivemos a Calourada aqui na PUC semana passada. Desde que cheguei de São Paulo, aliás, desde que pús os pés em Belo Horizonte estava engajado nisso. Enfim, deu tudo certo, a Calourada foi bem legal. Tinha até o Ministro da Cultura lá, ele fez um show, cantou, dançou e fumou umas coisas. Por tanto trabalho fui recompensado com a fitinha roxa no braço e a credencial de organizador do evento. Acesso livre ao palco, camarins e ao buffet oferecido pela Telemig Celular para a galera do DCE. Comida, bebida, maconha, tudo liberado em demasia, em excesso. Não preciso contar que passei muito mal de ressaca no dia seguinte. No Domingo, resolvi dar uma volta num desses bares lotados de homossexuais aqui em BH. Como há muito tempo não punha os pés nesse tipo de local, fui abordado por vários conhecidos, gente que não via há um bom tempo. Bebi muito... de novo e cheguei em casa às 3 da manhã de segunda feira. Às 10:30 eu tinha prova de Teoria da Comunicação, às 10 eu acordei e fui para a faculdade. Foi uma prova muito difícil...
(beto)inside mandou avisar! 10:56 | Adicione um comentário
1.4.03
O fim de semana em Sampa foi fantástico. Aquela cidade é única, e em todas as vezes que ponho os pés lá, tenho a impressão de estar em algum lugar onde nunca estive antes. Os caminhos nunca são os mesmos, as caras sempre diferentes, as misturas cada vez mais variadas e heterogêneas. É maravilhosa a sensação de estar constantemente descobrindo algo novo naquele lugar, à cada passo que se dá naquelas ruas e avenidas. Não dá pra se sentir turista em São Paulo, pois a cidade te envolve de tal maneira que você chega a se achar parte dela.
Foi, de fato, um fim de semana à paulista. Congresso até às sete da noite. Depois fomos visitar um amigo em Perdizes e de lá fomos para a gandaia. Conheci o famoso e tradicional "Ponto Chic" e o seu Bauru. Curtimos balada na Level a noite inteira. Tudo de bom aquele lugar. De manhã, acabados, tomamos café numa daquelas padarias beem paulistas. E mais congresso. O almoço de domingo foi pizza, numa daquelas pizzarias que o sujeito monta na garagem de casa. E mais congresso. Às sete horas eu caí na real, estava morto de cansado, quase dormindo em pé. Tinha me esquecido, aquele ritmo não era o meu, apesar de eu ter conseguido acompanhar até àquela hora. Ainda bem que vim embora antes da segunda-feira de manhã.
Adendo: Os homens paulistas cheiram bem, se vestem bem, e transam muito bem.
(beto)inside mandou avisar! 11:04 | Adicione um comentário